sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Enquanto houver comparsas do sistema o mundo será sempre um dilema. O amor ao próximo nunca terá seu reino e individualidade medíocre virá sempre na frente." EU*

domingo, 19 de maio de 2013

Hoje eu acordei com vontade de ser eu mesma; De esquecer as regras que aprendi; De fazer de conta que ainda não amadureci(será que amadureci?); De fazer coisas erradas e rir de mim. Hoje eu quero um amor igual ao meu; Um amor que me tire o fôlego; Um amor que me aceite como eu sou; Um amor que me acalme a alma e aqueça o corpo.

domingo, 12 de maio de 2013

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões

sexta-feira, 10 de maio de 2013

São duas flores unidas São duas rosas nascidas Talvez do mesmo arrebol, Vivendo no mesmo galho, Da mesma gota de orvalho, Do mesmo raio de sol. Unidas, bem como as penas das duas asas pequenas De um passarinho do céu... Como um casal de rolinhas, Como a tribo de andorinhas Da tarde no frouxo véu. Unidas, bem como os prantos, Que em parelha descem tantos Das profundezas do olhar... Como o suspiro e o desgosto, Como as covinhas do rosto, Como as estrelas do mar. Unidas... Ai quem pudera Numa eterna primavera Viver, qual vive esta flor. Juntar as rosas da vida Na rama verde e florida, Na verde rama do amor! As duas flores Castro Alves
“Quem passou pela vida em branca nuvem E em plácido repouso adormeceu; Quem não sentiu o frio da desgraca, Quem passou pela vida e não sofreu; Foi espectro de homem, não foi homem, Só passou pela vida, não viveu.” Ilusões da Vida, Francisco Otaviano
Expressionismo Têmpera s/ prancha, 83,5x66 cm. Munch Museum, Oslo, 1893. O Expressionismo é o movimento artístico e literário que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com a beleza tradicional e exibem um enfoque pessimista da vida, marcado pela angústia, pela dor, pela inadequação do artista diante da realidade e muitas vezes pela necessidade de denunciar problemas sociais. Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha, o movimento tem seu auge entre 1910 e 1920 e se expande para a literatura, música, teatro e cinema. Em função da 1ª Guerra Mundial ( 1914-1918 ) e das limitações provocadas pela língua alemã, tem maior expressão entre os povos germânico, eslavo e nórdico. No entanto, manifesta-se com ênfase também na França por meio do fauvismo. Nas artes plásticas propõe ruptura com o academismo e o impressionismo. É uma forma de “recriar” o mundo, em vez de simplesmente captá-lo ou moldá-lo de acordo com as leis da arte tradicional. As principais características são: distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes.
"A Persistência da Memória", Salvador Dalí (1931) Na literatura está presente a escrita automática e anticonvencional, o interesse por sonhos e mitos, o humor negro e metáforas surreais (onde realidade e sonhos se misturam). Na literatura brasileira, o livro MACUNAÍMA, de Mário de Andrade, talvez seja o melhor exemplo. Escrito em apenas seis dias, com uma narrativa quase automática, reelabora temas de mitologia indígena e visões folclóricas. Nesse romance encontram-se dadaísmo, futurismo, expressionismo e surrealismo aplicados às raízes da cultura brasileira. Leia um trecho: “Nesse momento um mulato da maior mulataria trepou numa estátua e principiou um discurso entusiasmado explicando pra Macunaíma o que era o dia do Cruzeiro. No céu escampado da noite não tinha uma nuvem nem Capei. A gente enxergava os conhecidos, os pais-das-árvores os pais-das-aves os pais-das-caças e os parentes manos pais mães tias cunhadas cunhãs cunhatãs, todas essas estrelas piscapiscando bem felizes nessa terra sem mal, adonde havia muita saúde e pouca saúva, o firmamento lá.”
Vanguardas Europeias: Surrealismo O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que surgiu na França, com poeta André Breton, na década de 1920. Influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa; defende que a arte deve libertar-se das exigências da lógica e expressar o inconsciente e os sonhos; e rejeita os valores burgueses, como a pátria e a família. Expressa o interior humano. Na arte, o catalão Salvador Dali (1904-1989) é um dos principais artistas do movimento surrealista.
Dadaísmo: uma vanguarda européia que marcou a história mundial Hosted by Putfile.com O dadaísmo foi um movimento artístico muito importante para todo o mundo, e principalmente para a Europa. Nascido em 1916, na cidade de Zurique (Suíça), por iniciativa de um grupo de artistas que desacreditavam na sociedade que consideravam responsável pelos estragos da Primeira Guerra Mundial. Esse grupo decidiu romper com todos os valores e princípios pregados na época, inclusive os artísticos. Para se ter uma ideias, a própria palavra dadá, não possue outro significado senão a própria falta dele. O que caracteriza muito bem esse movimento: nenhum significado a não ser a negação de tudo que era imposto pela sociedade e tradições. O Café Voltaire, foco principal da difusão dessa corrente artística, foi fundado pelo poeta Hugo Ball e Tristan Tzara, e pelos artistas Hans Arp e Marcel Janco. Desta forma, o dadaísmo ficou conhecido rapidamente por toda a Europa, pois eles tinham atuações provocativas e publicavam manifestos proliferando suas ideias. Os artistas Marcel Duchamp e Francis Picabia foram um dos adeptos do movimento. Com todas essas ideias de negação e pregação de uma outra percepção de arte e até mesmo de sociedade, os dadaístas não romperam somente com as formas da arte, mas também com o conceito da própria arte. Dentro do movimento dadaísta, não se questionava apenas os princípios estéticos, como no expressionismo ou cubismo, mas o próprio núcleo da questão artística, negando toda a autoridade crítica ou acadêmica. Assim, eles consideravam válida qualquer expressão humana, inclusive a involuntária, elevando-a à categoria de obra de arte. O Dadaísmo, com toda sua essência preparou o terreno para outros movimentos vanguardistas tão importantes como o surrealismo e a pop art.
Vanguardas Europeias: Futurismo O movimento cultuava a vida moderna, a máquina, a velocidade. Reivindicava uma ruptura com o passado, buscando novas formas, assuntos e estilos, que melhor representasem a modernidade. Surgiu, oficialmente, em 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. O lema do manifesto futurista era "palavras em liberdade". Na literatura, empregou-se a destruição da sintaxe; a abolição da pontuação, esta seria substituída pelos sinais da matemática ou da música; o uso de onomatopeias e de estruturas que incorporassem o som das máquinas à linguagem; e pretendiam abolir o uso dos advérbios e adjetivos. Influências do Futurismo no Brasil: Ode ao burguês, de Mário de Andrade Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! o homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! Eu insulto as aristocracias cautelosas! Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros! que vivem dentro de muros sem pulos; e gemem sangues de alguns mil-réis fracos para dizerem que as filhas da senhora falam o francês e tocam os "Printemps" com as unhas! Eu insulto o burguês-funesto! O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições! Fora os que algarismam os amanhãs! Olha a vida dos nossos setembros! Fará Sol? Choverá? Arlequinal! Mas à chuva dos rosais o èxtase fará sempre Sol! Morte à gordura! Morte às adiposidades cerebrais! Morte ao burguês-mensal! ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano! "–Ai, filha, que te darei pelos teus anos? –Um colar... –Conto e quinhentos!!! Mas nós morremos de fome!" Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma! Oh! purée de batatas morais! Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares! Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, sempiternamente as mesmices convencionais! De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão! Fora! Fu! Fora o bom burgês!... Outra influência futurista no Brasil é o romance"João Ternura", de Aníbal Machado.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem por que ama, nem o que é amar... (Alberto Caeiro)
E eu, que por tantas vezes pedi um amor igual ao meu, não ganhei; E eu, que por tantas vezes quis ser dona dos meu pensamentos, não sou; E eu, que por tantas vezes quis rir, só chorei; E a vida? O que fez por mim? E eu, o que fiz por mim? Me fiz de triste para me fazer de forte; Me fiz de brava para vencer as dificuldades; Mas lutei; Venci; Amei; Sorrir; Dancei; Fui EU. (Renata)
Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores. (Luis Fernando Veríssimo)
"Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia construirei um castelo!" (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão..." (Clarice Lispector)
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa lhe dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Moraes

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la… E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam… Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens… Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém… Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar. O Menestrel de William Shakespeare

domingo, 5 de maio de 2013

Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama! (Shakespeare)
Literatura é a arte de compor escritos artísticos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos, o exercício dessa arte ou da eloquência e poesia.1 A palavra Literatura vem do latim "litteris" que significa "Letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee". Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística. O termo Literatura também é usado como referência a um corpo ou um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa, literatura portuguesa, literatura japonesa etc. Fonte:Wikipédia
"Os poetas nascem do acaso e sobrevivem do eu". Priscilla Katiúscia
"A primeira glória é a reparação dos erros. As ocasiões fazem as revoluções. O amor é o rei dos moços e o tirano dos velhos. O amor é o egoísmo duplicado. Não se perde nada em parecer mau - ganha-se tanto como em sê-lo. Também a dor tem suas hipocrisias. O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão. Dormir é um modo interino de morrer. O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto. Matamos o tempo - o tempo nos enterra. Amor repelido é amor multiplicado. De todas as coisas humanas, a única que tem o fim em si mesma é a arte. O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Não se ama duas vezes a mesma mulher. A vaidade é um princípio de corrupção. Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Suporta-se com muita paciência a dor no fígado alheio. A fortuna troca, ás vezes, os cálculos da natureza." Machado de Assis

SONETO


"Não chame o meu amor de Idolatria Nem de Ídolo realce a quem eu amo, Pois todo o meu cantar a um só se alia, E de uma só maneira eu o proclamo. É hoje e sempre o meu amor galante, Inalterável, em grande excelência; Por isso a minha rima é tão constante A uma só coisa e exclui a diferença. 'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; E em tal mudança está tudo o que primo, Em um, três temas, de amplo movimento. 'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; Num mesmo ser vivem juntos agora."

 William Shakespeare

sábado, 4 de maio de 2013