segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Soneto de infância

Ainda lembro das noites movimentadas na minha rua
Das inúmeras e não tão inocentes brincadeiras
Essas lembranças animam minha vida ainda crua
A cada instante passa um turbilhão de memórias.

Os gritos, as carreiras, as brigas, os amigos
Minha infância não teria valido a pena
Sem sentir a força do vento nos cabelos
O medo do cipó perpassando a perna.

Era o cipó da pobre goiabeira que sofria
Todo dia um era tirado para as ameças
E a profecia geralmente se cumpria.

Mas ainda assim éramos felizes
Hoje não vejo as crianças correndo
Estão em seu mundo brincando de reis.



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