domingo, 12 de janeiro de 2014

Um reencontro de amor

Dessa loucura em que meu coração foi tomado
Me restam coisas das quais nunca em sã consciência
Imaginei ter sentido com um corpo estremecido
Por um desejo que me roubou toda a minha tenência.

És tu, meu poeta,  que me deixou tão cheia de vida e vontade
Agora sinto-me como uma donzela na varanda a esperar
Aquele que sem pedir permissão tomou de conta da minha vaidade
Resta em mim um amor que cresce a cada dia  sem cessar.

Quero te ver, meu garoto, quero sentir  o teu corpo no meu
Quero estar dentro de ti, de onde jamais vou querer sair
Saiba que mesmo estando longe de mim, o meu corpo já é teu
Porque nos meus sonhos tu não fazes outra coisa senão me possuir.

Preciso com urgência consumar esse amor inconteste
Dirão que é loucura, pois como amar sem ver, sem tocar um ao outro
Não vi nesta vida,mas já tive, já amei, já estive na sua vida presente
O que eu chamo de encontro, pode ser também chamado de reencontro.

(Priscilla Dutra)






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