terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Esperando Por Mim

Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Estamos vivendo
E o que disserem os nossos dias serão para sempre.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Quem escreve quer ser lido



Não se escreve uma carta para engavetá-la ou para esperar que o tempo, com sua implacável fome de destruição, desbote-a; Um bilhete, um aviso, um anúncio, são para que alguém leia. Nada é escrito ao vento! O poeta faz seus poemas na esperança de que um dia alguém apreciará suas rimas, suas linhas feitas com muito amor e dedicação, carregadas de desejos e vontades que escorrem da alma até à ponta dos dedos, onde encontram a caneta e aí sim, está pronta para ser lida a sua essência.
O jornalista com seu olho clínico, de quem observa tudo minuciosamente, escreve o que vê com o empenho de quem faz uma redação em um concurso, esperando a nota máxima, nesse caso, o jornalista espera que seja lido, que de alguma forma sua história seja contada adiante e que sirva como lição, entretenimento somente ou que vire uma notícia comentada. É assim a vida de quem escreve, esperar ser lido.  O professor que usa o quadro para escrever suas aulas, espera que, no mínimo, seus alunos leiam o que foi escrito antes de transcrever para o caderno; Suas anotações, suas observações, sua broncas escritas no caderno, espera-se que sejam lidas um dia, quem sabe.
Um escritor sonha com a publicação de seu livro, na esperança de que ele habite os lares de quem aprecia uma boa história e valoriza tão nobre profissão; escrever é isso, ansiar, mais que tudo, por leitores, por amantes da poesia, da crônica, das histórias, da política, da notícia. Tudo que é escrito, precisa ser lido, ainda que as interpretações sejam as mais diversas possíveis, e são, ser lido é gratificante.
                         
                PRISCILLA KATIÚSCIA GOMES DUTRA