Não se escreve uma carta para engavetá-la ou para esperar
que o tempo, com sua implacável fome de destruição, desbote-a; Um bilhete, um
aviso, um anúncio, são para que alguém leia. Nada é escrito ao vento! O poeta
faz seus poemas na esperança de que um dia alguém apreciará suas rimas, suas
linhas feitas com muito amor e dedicação, carregadas de desejos e vontades que
escorrem da alma até à ponta dos dedos, onde encontram a caneta e aí sim, está
pronta para ser lida a sua essência.
O jornalista com seu olho clínico, de quem observa tudo
minuciosamente, escreve o que vê com o empenho de quem faz uma redação em um
concurso, esperando a nota máxima, nesse caso, o jornalista espera que seja
lido, que de alguma forma sua história seja contada adiante e que sirva como
lição, entretenimento somente ou que vire uma notícia comentada. É assim a vida
de quem escreve, esperar ser lido. O
professor que usa o quadro para escrever suas aulas, espera que, no mínimo,
seus alunos leiam o que foi escrito antes de transcrever para o caderno; Suas
anotações, suas observações, sua broncas escritas no caderno, espera-se que
sejam lidas um dia, quem sabe.
Um escritor sonha com a publicação de seu livro, na
esperança de que ele habite os lares de quem aprecia uma boa história e
valoriza tão nobre profissão; escrever é isso, ansiar, mais que tudo, por
leitores, por amantes da poesia, da crônica, das histórias, da política, da
notícia. Tudo que é escrito, precisa ser lido, ainda que as interpretações
sejam as mais diversas possíveis, e são, ser lido é gratificante.
PRISCILLA
KATIÚSCIA GOMES DUTRA
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