segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Quem escreve quer ser lido



Não se escreve uma carta para engavetá-la ou para esperar que o tempo, com sua implacável fome de destruição, desbote-a; Um bilhete, um aviso, um anúncio, são para que alguém leia. Nada é escrito ao vento! O poeta faz seus poemas na esperança de que um dia alguém apreciará suas rimas, suas linhas feitas com muito amor e dedicação, carregadas de desejos e vontades que escorrem da alma até à ponta dos dedos, onde encontram a caneta e aí sim, está pronta para ser lida a sua essência.
O jornalista com seu olho clínico, de quem observa tudo minuciosamente, escreve o que vê com o empenho de quem faz uma redação em um concurso, esperando a nota máxima, nesse caso, o jornalista espera que seja lido, que de alguma forma sua história seja contada adiante e que sirva como lição, entretenimento somente ou que vire uma notícia comentada. É assim a vida de quem escreve, esperar ser lido.  O professor que usa o quadro para escrever suas aulas, espera que, no mínimo, seus alunos leiam o que foi escrito antes de transcrever para o caderno; Suas anotações, suas observações, sua broncas escritas no caderno, espera-se que sejam lidas um dia, quem sabe.
Um escritor sonha com a publicação de seu livro, na esperança de que ele habite os lares de quem aprecia uma boa história e valoriza tão nobre profissão; escrever é isso, ansiar, mais que tudo, por leitores, por amantes da poesia, da crônica, das histórias, da política, da notícia. Tudo que é escrito, precisa ser lido, ainda que as interpretações sejam as mais diversas possíveis, e são, ser lido é gratificante.
                         
                PRISCILLA KATIÚSCIA GOMES DUTRA

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